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JUNHO 2008
Foi proposta aos alunos do Ensino Médio, a elaboração de uma produção livre sobre a evolução humana. Como inspiração ouviram o texto Lobo Barnabé, de Eva Furnari.
Selecionamos dois alunos que escreveram textos maravilhosos e por eles receberam um lugar de destaque no site do Recriarte. São eles:
Kevin Sbalchiero Rodrigues do 2º ano que escreveu uma redação entitulada Insatisfação, princípio da criação;
Jean Carlos Fuck do 3º ano que escreveu uma poesia intitulada Evolução da criação.
Parabéns Kevin!
Parabéns Jean!
Desde a Pré-História o homem se mostrou criativo e inteligente. Embora fosse nômade, sabia manipular armadilhas, lidava com a caça e coleta e sobre qualquer ameaça, encarava com coragem, determinação, força e, claro, muita habilidade.
O indivíduo evoluiu, perdeu o seu perfil rude, descaracterizou-se de valentia, aos poucos já não agia pelo instinto e passou a ser mais sentimentalista. Também se familiarizou com a razão e, dela, partiu para um horizonte distante, impregnado de idéias construtivas para suprir as necessidades e principalmente para compreender o por quê das coisas.
A necessidade foi um dos motivos a levá-lo para um mundo mais sedentário, talvez não porque queria, mas as condições daquela época não eram propícias ao nomadismo, estava encurralado pelas situações adversas do cotidiano e precisava se fixar num local para progredir e manter a espécie.
Ao longo da escala evolutiva da humanidade, o homem buscou comodidade e conseguiu, porém a satisfação parecera longe de ser alcançada. As idéias eram boas e entre várias tentativas e falhas, quando acertava orgulhava-se por apenas uns instantes e logo se tornava frustrado, como ocorreu com o inventor Leonardo Da Vinci.
Tanta comodidade fez com que o ser humano principiasse a ter idéias bastante ardilosas, como conquistar o mundo, seja pelo poder, pelo dinheiro ou pela fama; daí pôs-se a caminho da invenção das bombas atômicas, da criação de mecanismos que facilitassem a exploração dos recursos naturais, da televisão, etc. Tendo, assim, como ponto de partida a Revolução Industrial.
As duas Grandes Guerras e a própria Guerra Fria, levaram as pessoas para uma corrida armamentista, que cheias de ganância, se preocuparam em criar tecnologias que visassem a destruição do próximo.
Hoje o mundo todo sobrevive de intensa tecnologia e os jovens são belos exemplos de consumidores, que utilizam como se fosse por necessidade o celular, a Internet, a televisão, o rádio e outras bugigangas que fazem parte dos meios de comunicação.
Há tanta informação circulando que as idéias já não são próprias, são meras cópias ou imitações com pequenas alterações. O homem, dessa vez, mostra-se não ser tão criativo e inteligente como aquele pré-histórico.
No início da
humanidade
O homem vivia em situação precária
Não tinha casa, nem conforto
Muito menos, peça vestuária
Mas com o tempo
ele passou a usar
Toda a sua criatividade
Sua inteligência
Começou a criar!
Tudo girava em
torno da modernidade
Descobriu então, o fogo, o fogão
Inventou a casa, o calçado
O carro, o avião! [...]
Surgiu uma sociedade
Que foi consumida pelo capitalismo
Que além da disputa por poder
Deu às pessoas uma total liberdade
Com essa economia,
O homem continuou a criar,
O videogame, o computador
A TV a cabo e as comidas congeladas
E mesmo com a desigualdade
Qualquer um virou consumidor
Surgiu, porém,
um problemão:
Os pais passaram a trabalhar demais
E pensaram que poderiam trocar
Amor, afeto e carinho
Por simples objetos de comprar!
Surgiram então
as brigas de lar.
Os jovens começaram a se revoltar
E as pessoas já não conseguem conciliar
O trabalho com seu lar.
E agora o que
o homem vai criar?
Nessas horas é difícil inventar,
É preciso parar de querer lucrar
Se voltar para o seu lar
Para que a paz, a união e a felicidade
Nas casas possam voltar a reinar.
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EDUCACIONAL RECRIARTE
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